O meu marido tem um tique desde os 21 anos: torcer a cabeça e levantar o ombro esquerdo de três em três minutos. Há cerca de seis meses começou a ter outro: fungar. É empresário e preocupa-me que a sua imagem seja prejudicada. É pouco sociável e bastante impulsivo, embora seja muito bem disposto com as duas filhas. Trata-se de alguma patologia psiquiátrica?
Tenho 32 anos e sempre fui muito nervosa. Sinto que estou a piorar com o passar dos anos, apesar de considerar que faz parte da minha personalidade. Se preciso de estar mais calma, começo de imediato a brincar com as mãos ou a abanar a perna. O meu médico de família disse-me, diversas vezes, que deveria consultar um psiquiatra, pois sou excessivamente nervosa, que preciso de fazer um tratamento e acalmar! Penso que não estou assim tão mal e não consigo entender o porquê da consulta com um psiquiatra, quando sou nervosa desde o dia em que nasci. Será que preciso realmente de tratamento?
Tenho uma amiga que sempre teve complexos com o corpo, apesar de ter um peso normal e não ter gorduras localizadas. Há dois meses começou a emagrecer e a verdade é que está cada vez mais magra e, ainda assim, ela não admite estar de dieta. Tenho reparado que ela faz grandes restrições alimentares e, há uns dias, até tive a sensação de que provocou o vómito a seguir ao jantar de aniversário de um amigo. Já tentei abordar o assunto, mas ela fica extremamente irritada e diz que só não come mais por falta de apetite, no entanto, o argumento não me convence. O que devo fazer para a ajudar?
Tenho uma colega de trabalho que arranca frequentemente os cabelos. Escolhe os mais espessos e arranca-os, especialmente quando está mais nervosa. Já conversei com ela sobre isso (até porque tem certas partes do couro cabeludo que já se notam mais) mas ela não assume que seja um problema. Penso que ela deveria procurar ajuda psiquiátrica. Acha que posso estar certa?
A minha namorada é hipocondríaca e passa o tempo todo a preocupar-se com eventuais doenças. Só por si, este é um problema que interfere na nossa vida, visto que existe um sem número de actividades que não podemos fazer juntos, mas estou mais preocupado com ela, já que as suas inquietações aumentam exponencialmente a cada dia que passa. Até as pessoas que convivem mais com ela já fazem uma certa troça e trocam olhares estranhos entre si. Existe algum tipo de tratamento para este problema?
Tenho um amigo que anda deprimido e não sei como ajudá-lo. A vida nem lhe corre mal porque tem bons amigos, um óptimo emprego, casa própria, vai tendo namoradas, só que de vez em quando vai-se abaixo e fica triste sem conseguir apontar uma razão para que isso aconteça. Além do mais, ele ainda não se mentalizou que deveria consultar um psiquiatra. Já me questionei se essa depressão esporádica pode ter causas orgânicas. Não sei mais o que lhe dizer ou fazer. O que me aconselha?
Tenho um colega de trabalho que tem revelado um comportamento muito estranho. Parece ter picos de energia em que passa de um comportamento normal para reacções algo eufóricas e, por vezes, tem os olhos vermelhos e parece estar sempre com alergia. O pior é que estas mudanças têm afectado o seu trabalho: mostra-se cada vez mais desligado face ao trabalho e irresponsável. Uma amiga comentou que isto poderia ser motivado por consumo de droga, nomeadamente cocaína. Será possível? Que atitude devo tomar? Falar com ele? Alertar os meus superiores?
Tenho cada vez menos paciência e, por vezes, dou por mim a ser agressiva. O meu ritmo de vida é bastante alucinante, ando sempre stressada e sob grande pressão a nível profissional. Tudo isto faz com que eu ferva em pouca água e que me tenha tornado uma pessoa insuportável mais vezes do que desejava. Como sou um pouco avessa à toma de fármacos (tranquilizantes e afins...), gostaria de saber se existe algum tipo de terapia para controlar a agressividade, em que consiste e de que forma me pode ajudar.
A minha irmã sofreu uma depressão pós-parto há cerca de dois anos e não voltou a ser a mesma pessoa. Por vezes, chora convulsivamente, diz que é infeliz e chegou a confessar-me que, embora se preocupe com o filho, já pensou em sair de casa e deixá-lo com o pai. Este tipo de comportamento é normal tendo em conta que já passaram dois anos desde que teve a depressão pós-parto? Que marcas pode deixar a depressão pós-parto? Haverá algum tipo de medicação ou psicoterapia que a possa ajudar?
Tenho uma amiga que recentemente começou a ter alguns comportamentos muito estranhos: está sempre a lavar as mãos e a olhar para o chão enquanto anda na rua para ver se não pisa alguma coisa que esteja suja. De início comecei por brincar um pouco com a situação, no entanto, isso deixou de ser possível a partir da altura em que ela começou a obrigar-me a lavar as mãos muitas vezes. O que devo fazer? Como posso explicar-lhe que as suas reacções não são normais?
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